quinta-feira, 21 de maio de 2015

Reflexão das Aulas - 12 e 19 de maio de 2015

 Aula Teórica:
 Na aula de dia 12 de maio de 2015, terça-feira, da parte da tarde, uma professora substituíu o professor que costuma estar presente. Dias antes da aula, o professor enviou uma mensagem para a turma a avisar que esta teria de ler um texto de Jonassen, pois iría trabalhar nele. Nessa aula, a professora perguntou quem tinha lido. De 30 alunos, ninguém leu o texto. Bem, verdade seja dita, eu costumo fazer sempre as tarefas que os professores pedem, mas esta foi das poucas ou raríssimas vezes que não consegui mesmo realizar. E quando afirmo que não consegui é porque não consegui mesmo, dado os inúmeros trabalhos académicos, apesar de saber quer não é desculpa. Fiquei desapontada comigo mesmo, mas também sei que foi só daquela vez e tive motivos válidos.
 Depois da professora se aperceber que ninguém tinha realizado a tarefa, obviamente que ficou chateada (pelo menos deu a entender), sendo um pouco "distante/fria" - fria no sentido de não ser simpática, dizer o que pensa (são também e principalmente através destas atitudes que crescemos). Sendo assim, deu liberdade de escolha para a turma se dividir em grupos - cada grupo tinha de ficar responsável por determinada parte do texto para depois resumir, oralmente, o que leu, perguntando primeiro quem queria ficar com determinada parte, dando a indicação de até quando teríamos de terminar a tarefa.
 Passado poucos minutos, deu por terminada a atividade, dizendo que não fazia mal se não tivéssemos acabado. Durante a exposição de cada elemento do grupo, a professora disse que não éramos "nenhuns papagaios, para papagiar o que está escrito". De facto, tem razão e só reforça o que alguns professores têm vindo a alertar - quando se lê um texto, deve-se fazer um resumo por palavras nossas, de modo a intendermos o que estivemos a ler.
 Deu por terminada a aula dizendo que na próxima aula, segunda e última vez que teria presente connosco, teríamos de ler o texto de forma integral.

 Na aula de dia 19, terça-feira, a turma esteve muito mais reduzida - cerca de meia dúzia. A professora perguntou quem tinha lido o texto, ao que apenas uma aluna (eu) respondeu afirmativamente, dizendo que apenas não tinha lido a última parte (cerca de 2/3 páginas), ao que a professora respondeu que gostou da sinceridade e que tinha "apontado" que tinha lido.
 Gostei da sua intervenção, do esforço de "chegar" aos alunos, impondo, obviamente, limites. A docente conseguiu deixar-me à vontade para participar, tendo interesse em ouvi-la. Quando foi pedido que a turma respondesse a três questões, de forma desenvolvida, acerca do texto, deu oportunidade da turma escolher se queria realizar a tarefa individualmente ou em grupo/em pares, dando-nos tempo para pensar.
 Gostei dessa atitude - dando oportunidade dos alunos pensarem sobre a forma como se querem organizar. Depois disso, começámos a trabalhar no texto. Durante a tarefa, estava, constantemente, a desconcentrar a mim e à minha colega, por falar com os outros grupos. Penso que se dirigi-se aos alunos e falasse com eles em voz baixa, seria mais adequado para trabalharmos de forma mais produtiva. Obviamente que tenho de me concentrar em qualquer momento, pelo menos, é essa a filosofia que tenho tido, mas claro que não é agradável conseguir concentrar-me com ruído.
 No últimos 30 minutos de aula, a turma reuniu-se em círculo, para discutir as perguntas do texto, com o auxílio da docente. Gostei imenso desta parte, pois a professora estava perto de nós, de uma turma reduzida, o que se tornou muito mais benéfico tanto para nós como para a professora.

 Aula Prática:
 Na parte da manhã, com duração de três horas, a aula dividiu-se em duas partes:

  1.  A primeira foi bastante produtiva e útil, pois tivemos a clarificar conceitos que conhecemos, mas que não conseguimos explicar, tais como: software, URL, aplicações, entre outros. Dado que estamos a trabalhar num Projeto direcionado a adultos - Projeto LIDIA (LIteracia DIgital de Adultos), é imprescindível que a mensagem passe de forma percetível e que compreendamos verdadeiramente conceitos ligados às Tecnologias Educativas.
  2. Na segunda parte, a turma dividiu-se em grupos e a docente distribuiu alguns trabalhos que tínhamos realizado nas aulas anteriores, de outros colegas da turma, para fazermos por escrito uma apreciação crítica. Esta também foi uma parte bastante importante, pois permitiu-nos saber o que poderíamos melhorar, contudo, defendo que deveria ser dada a oportunidade dos grupos trabalharem nos seus trabalhos, visto que a aula é de três horas e que o prazo está a "apertar"


Raquel Fonseca
21 maio 2015 

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